O New York Times publicou uma matéria explicando o fim do mass market paperback, o famoso livro de bolso, nos Estados Unidos. Surgido na década de 1930, o formato tinha algumas premissas iniciais: precisavam ser compactos; trazer um design atraente; estar disponíveis em lugares de grande circulação, como supermercados, estações de trem e tabacarias, e não poderiam custar mais do que um maço de cigarros.
Tudo isso fez com que o formato se popularizasse por lá, conquistando um mercado importante e se tornando um fenômeno que durou décadas, mas esse modelo está com os dias contados.
As vendas desse formato caíram nos últimos anos e recentemente, a ReaderLink, uma das maiores distribuidoras do formato no país, resolveu parar de trabalhar com os livros de bolso.
Essa derrocada acontece ao mesmo tempo em que os formatos digitais, em especial os e-books e ao audiobooks, se tornaram populares. Para mostrar isso, a matéria do NYT traz números apurados pelo Bookscan: em 2006, ano de lançamento do Kindle, foram vendidas 103 milhões de unidades de livros de bolso nos EUA. No ano passado, esse número caiu para 18 milhões.
A matéria é assinada por Elizabeth A. Harris, que participa de um vídeo publicado nas redes sociais do NYT em que explica todo o processo. Para assistir, clique aqui.



