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Alunos do Nespe têm projetos selecionados para pitching do Rio2C

6 maio 2026 | Blog, É de casa

Dois alunos do Nespe tiveram projetos selecionados para o pitching do Rio2C. Com o projeto Vampiro Banguela e Lobisomem Careca – O livro do medo, o artista multidisciplinar Patê apresenta uma história bem-humorada e ambientada na Ilha dos Contos Perdidos, onde personagens quase esquecidos enfrentam o medo de desaparecer, e onde medo e inadequação ganham forma através de monstros velhinhos, limitados e teimosamente esperançosos.

Já a jornalista mineira Fernanda Vizian Lima foi selecionada com o seu livro-reportagem Doze Dias – os bastidores de uma fuga que parou o Brasil, escancarou o caos do sistema prisional e revelou os limites da imprensa. A obra reconstrói, com base em investigação documental, a fuga de cinco detentos da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), em 1990, que desencadeou uma crise de dimensão nacional.

Patê e Fernanda concorrerão com outros quatro projetos na categoria Obras Originais para Publicação. Dentro da programação do Rio2C, que acontece de 26 a 31 de maio, Patê e Fernanda terão a chance de apresentar seus projetos para um time de profissionais que lidam com propriedade intelectual em diversas plataformas.

Patê disse ao Happy Hour Nespe que desenvolve este projeto há alguns anos, de forma independente. “Só eu e a teimosia de acreditar que esses velhinhos merecem ter suas histórias contadas. Não é à toa que me identifico tanto com eles. Banguela e Careca partem numa jornada difícil e amedrontadora, sem garantias, honrando um pedido que ninguém mais acreditava ser possível cumprir. É mais ou menos o que tenho feito”, contou. “Ser selecionado para o Rio2C é a prova de que a jornada vale, mesmo quando os joelhos tremem. Devo dizer também que este projeto não teria chegado até aqui sem as aulas de escrita criativa da pós-graduação no Nespe e sem o professor Diogo Iendrick, que acompanha cada etapa com paciência, respeito e um cuidado genuíno pelo trabalho dos seus alunos”, completou. Conheça mais do projeto clicando aqui.

Fernanda contou também que já se dedica a este projeto há alguns anos. Ele é resultado de uma pesquisa aprofundada que já deu origem a um documentário homônimo, aprovado pela Lei Paulo Gustavo, com orçamento de R$ 500 mil e em fase de produção. Para a autora, a obra propõe não apenas a reconstrução de um caso emblemático, mas uma “análise sobre segurança pública, direitos humanos e o papel da imprensa em situações de crise, temas que permanecem atuais no cenário brasileiro”.

Fernanda e Pate

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