Livros são a morada da memória e portais para imaginar o futuro. Eles aguçam nossa maior força, a criatividade: a mesma que inventou o mito de Ícaro e os aviões, que sonha o impossível para torná-lo realidade. Ler desenvolve, ao mesmo tempo, a capacidade de enxergar com os olhos dos outros e com os olhos da nossa própria mente. Essas são as premissas da escritora e filóloga espanhola Irene Vallejo para o livro Manifesto pela leitura (80 págs.; R$ 59,90; R$ 42,90 o e-book – Trad.: Julia Dantas), que chega ao Brasil em coedição entre Dublinense e Seiva.
A autora defende que, em tempos de mudanças e incertezas, ler é um verdadeiro ato de resistência frente ao consumo de informação cada vez mais veloz e passivo.
No livro, Vallejo convoca seus leitores a recuperar o prazer da concentração e afirma: “quanto melhor desenvolvermos, por meio da leitura, a habilidade de enxergarmos pelos olhos do outro, mais sólida será a democracia que construiremos”.
A edição brasileira ganhou posfácio de Zoara Failla.



