“Bibliodiversidade” é um termo cunhado por editores chilenos nos anos 1990 para designar uma filosofia editorial diferente daquela praticada pelas megacorporações transnacionais que, há anos, dominam o mercado naquele país.
A ideia por trás do termo é que ele funciona como contraponto à homogeneização e às políticas predatórias dessas empresas. Nesse sentido, as pequenas editoras independentes figuram como guardiãs da diversidade de pensamento, ao construírem catálogos que dão espaço para temas urgentes e vozes dissonantes.
No livro Bibliodiversidade (LabEd, 109 págs.; download gratuito; tradução coletiva coordenada por José de Souza Muniz Jr. e Sônia Queiroz), a escritora e editora australiana Susan Hawthorne faz um manifesto pelas editoras independentes, oferecendo um retrato contundente das mazelas da indústria editorial mainstream.
Os alunos dos cursos de Letras – Edição, da UFMG, e Letras – Tecnologias da Edição, do CEFET-MG, traduziram e editaram a versão brasileira do livro que pode ser baixada gratuitamente aqui.



