A Editora Fósforo acaba de colocar no ar a pré-venda do Manual de redação da Alma Preta (216 págs.; R$ 89,90; R$ 62,90 o e-book), a primeira obra de referência para o jornalismo brasileiro que sistematiza práticas, técnicas e fundamentos éticos da imprensa antirracista e afrocentrada.
Criada em 2015, a agência de notícias Alma Preta faz jornalismo posicionado e transparente sob a perspectiva de profissionais negros. Com foco na diversidade e em múltiplos formatos, a agência aborda temas como direitos humanos e política, mantendo um modelo sustentável e de referência na mídia independente.
Com prefácios assinados pela historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto e pela jornalista Flávia Oliveira, e apresentações do professor Juarez Tadeu de Paula Xavier e dos diretores da Alma Preta, Solon Neto e Pedro Borges, o livro se consolida como uma bússola para jornalistas, criadores de conteúdo, influenciadores digitais e outros profissionais de meios de comunicação.
O Manual de redação recupera e honra a tradição histórica do jornalismo negro, iniciada em 1833 com o periódico O Homem de Côr, e conecta essa trajetória às demandas do ecossistema digital ao abordar de forma didática e acessível os temas essenciais para a comunicação contemporânea.
No capítulo “Séculos de imprensa negra como legado”, há o resgate da memória de periódicos históricos como o Quilombo, de Abdias Nascimento, a revista Raça e o jornal Nêgo.
Já em “A visão multimídia da Alma Preta”, são apresentadas diretrizes pioneiras para a cobertura audiovisual, fotográfica e de design sem a reprodução de estigmas e violências.
Diante do avanço tecnológico, o capítulo “Política de uso de inteligência artificial da Alma Preta” apresenta uma bula inédita no país, com critérios éticos para o uso de ferramentas de IA na imprensa, garantindo a supervisão humana e o combate ao racismo digital.
O livro conta ainda com um capítulo dedicado à gramática, que debate normas sob uma perspectiva antirracista e adota o uso do feminino como pronome neutro universal, além de seções que formalizam o estilo e os eixos temáticos da agência, funcionando como um guia prático de terminologias sobre direito, economia, segurança pública, saúde, gênero e religiões de matriz africana.
O lançamento está previsto para o dia 5 de outubro.



