A Microsoft está em negociações com algumas editoras nos Estados Unidos para compor um programa piloto que será uma espécie de marketplace, com o objetivo de pagar pelos conteúdos editoriais usados por ferramentas de inteligência artificial, como o Copilot, assistente criado pela Microsoft, embarcado no pacote Office. A notícia foi dada em primeira mão pelo portal Axios, de jornalismo independente.
A iniciativa é vista como um marco na construção de um modelo de negócios sustentável para as empresas de conteúdo na era da IA. O novo sistema, que a Microsoft está chamando de Publisher Content Marketplace (PCM), será lançado como um programa piloto com um conjunto limitado de editoras.
As tratativas para a criação do PCM se deram dentro do Partner Summit, evento exclusivo para convidados que a gigante da tecnologia realizou na semana passada, em Mônaco. Na apresentação, um slide chamou a atenção dos participantes do evento. Nele se lia: “Editores, vocês merecem ser pagos pela qualidade de sua propriedade intelectual”.
A franqueza da Microsoft destoa do que pregam as outras gigantes da tecnologia, que brigam na Justiça alegando que o uso dos conteúdos editoriais enquadraria no fair use, uma das exceções prescritas na lei dos direitos autorais nos Estados Unidos. Na lei brasileira, esta limitação não existe.
A Microsoft é uma das acionistas (mesmo que minoritária) da OpenAI, criadora do ChatGPT, que tem liderado as negociações de acordos de IA com as editoras. Na Justiça americana, tanto a Microsoft, quanto a OpenAI respondem a processos por violação de direitos autorais movidos pelo New York Times e por grandes editoras.
A notícia não revela com quais editoras a Microsoft negociou para estabelecer o PCM.
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