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Livros de colorir ajudam, mas não foram fundamentais para varejo fechar 2025 no azul

28 jan 2026 | Blog, Mercado

A Nielsen e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) divulgaram nesta quarta-feira, 28, os resultados do último Painel do Varejo de Livros de 2025, reunindo informações de vendas de livros em livrarias, supermercados, e-commerces e lojas de autoatendimento de todo o Brasil.

O que se vê é um crescimento importante tanto em número de exemplares vendidos quanto no faturamento apurado por esses estabelecimentos com a venda de livros.

Em números absolutos, foram vendidos 60,3 milhões de exemplares em 2025, resultando em um faturamento de R$ 3,09 bilhões. Em relação ao mesmo período de 2024, isso representou crescimento de 7,75% em volume e de 8,68% em valor.

Os livros de colorir, que voltaram a ser febre em 2025, tiveram participação importante nesse desempenho, mas, mesmo sem eles, o ano teria fechado no azul. De acordo com o levantamento da Nielsen, o varejo teria crescido 1,94% em volume e 5,12% em valor sem eles.

Interessante notar que, nos dois cenários, o varejo de livros cresceu acima da inflação, de 4,26%, de acordo com o IPCA.

Ficção cresce; não ficção cai

Chama a atenção o crescimento da importância da ficção no faturamento das livrarias. O gênero cresceu 2,06 pontos percentuais em comparação a 2024. Os livros infantis, juvenis e educacionais também se mantiveram em alta, com crescimento de 0,54 pontos percentuais nessa mesma base de comparação.

Na contramão, o que a Nielsen convenciona como Não Ficção Especialista, que reúne livros acadêmicos, por exemplo, apresentou queda de 1,7 pontos percentuais e a não ficção trade (livros de autoajuda, biografias, negócios etc) também perdeu espaço, com queda de 0,91 pontos percentuais em relação a 2024.

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