A editora e escritora kuwaitiana Bothayna Al-Essa foi buscar inspiração em 1984 e Fahrenheit 451 para escrever A Biblioteca do Censor de Livros (Editora Instante, 224 págs.; R$ 79,90; R$ 55,90 o e-book – Trad.: Jemima Alves), obra finalista do National Book Award e vencedora do Prêmio Sharjah de Criatividade Árabe em 2021.
Primeira obra de Bothayna Al-Essa publicada no Brasil, A Biblioteca do Censor de Livros é uma história fantástica e perigosa sobre livros proibidos, bibliotecas secretas e o olhar ameaçador de um governo todo-poderoso.
Na trama, um homem começa a trabalhar em uma repartição pública. Sua função é examinar livros procurando algo que possa torná-los impróprios para circulação. E o mais importante: como Novo Censor, jamais pode interpretar o que lê, afinal, não deve proibir apenas os livros, mas a imaginação, os sonhos e os desejos.
Porém, ao receber para análise novas edições de obras clássicas, não consegue mais dormir. À noite, personagens povoam seus sonhos e ele passa a furtar os exemplares e a abastecer, junto a uma rede clandestina, uma grande e misteriosa biblioteca.


