A falta de trabalhadores está criando um fenômeno no setor livreiro japonês. Por falta de mão-de-obra, as livrarias estão substituindo o trabalho humano por ferramentas de IA.
Se por anos, o trabalho humano de curadoria e indicação garantiu a sobrevivência desses estabelecimentos, hoje, muitas livrarias do país começaram a adotar modelos automáticos, com atendimento via QR Code, caixas automáticos e sistemas de vigilância controlados por inteligência artificial.
Além disso, dados da Associação de Editores do Japão dão conta de que, pela primeira vez em décadas, o número de livrarias no país ficou abaixo do patamar de 10 mil estabelecimentos. A automatização é encarada mais como uma medida de sobrevivência do que uma inovação da experiência de consumo de livros no país.
Um dos exemplos de livrarias automáticas é a Hontasu, inaugurada em 2023, na estação Tameike-Sannô, em Tóquio. Pela internet, a livraria se vende como um local “onde você pode descobrir as últimas tendências em um minuto” e “um espaço como a tela inicial de um aplicativo de notícias”, “fácil de acessar, fácil de usar, fácil de escolher e fácil de comprar. Uma experiência de livraria inteligente e sem estresse”.
Como diria a trend de semanas atrás: “será?”




