Organizações de livrarias independentes da América Latina divulgaram um posicionamento em defesa do preço único do livro. As entidades pedem aos governos e autoridades legislativas que a medida seja implementada nos países onde ainda não existe e preservada, fortalecida e cumprida nos territórios onde já está vigente.
Segundo o documento, o preço único permite uma competição mais justa entre os diferentes vendedores de livros ao evitar que empresas com maior capacidade financeira utilizem descontos para deslocar outros agentes do mercado. As livrarias afirmam que descontos concentrados em títulos de alta rotação podem reduzir a presença de obras que precisam de mais tempo para encontrar seus leitores.
O posicionamento também defende que o livro não seja tratado como uma mercadoria qualquer, destacando seu papel na formação e no pensamento crítico.
Para as entidades, as livrarias independentes possibilitam que leitores olhem, folheiem, perguntem, conversem e descubram livros que poderiam não aparecer em buscas ou recomendações algorítmicas.
O documento foi assinado por organizações do México, Argentina, Chile, Peru, Equador, Uruguai e pela Associação Nacional de Livrarias, do Brasil.




