Ao longo de uma década, o historiador norte-americano Robert Darnton proferiu diversas conferências com o tema “a morte do livro”. Foi aí que ele teve a ideia de reunir essas apresentações em um único volume. Nascia A questão dos livros (Companhia das Letras, 232 pp, R$ 59,90 – Trad.: Daniel Pellizzari), apostando que os livros, ao contrário do que se supunham, estavam muito vivos. Na obra, Darnton aponta que, apesar de a indústria editorial seguir trabalhando intensamente, havia um ponto intrigante: os avanços trazidos pelas tecnologias digitais sufocariam o livro de papel encadernado? Ele busca debater isso com profundidade no livro e busca responder questões como: será que a iniciativa do Google de digitalizar livros de grandes bibliotecas públicas americanas sinaliza uma tendência monopolística visando apenas ao lucro? E como ficarão os interesses de editores e autores em um processo que pode facilmente assumir características predatórias, como ocorreu com a indústria fonográfica?
Bate-Papo com José Jardim
No mercado editorial brasileiro, José Jardim é uma figura ímpar. O diretor de produção da Rocco é um dos raros ocupantes deste cargo que não está só nos bastidores do livro. Vez ou outra, ele estrela...



